Não vai ter um Kingdom Hearts V, né? Todo mundo entende que isso não pode e não vai acontecer durante a nossa vida, certo? Só conferindo.

Arcade Archives e Arcade Archives 2

Fighting Golf

• Plataformas: Nintendo Switch 2, PlayStation 5, Xbox Series S/X no mundo todo (ACA2); Nintendo Switch e PlayStation 4 no mundo todo (ACA)

• Preço: $9.99 / €8.99 / £7.39 (ACA2); $7.99 / €6.99 / £6.29 (ACA); $2.99 / €2.99 / £2.49 (upgrade de ACA para ACA2)

• Distribuidora: Hamster / SNK

O que é? A SNK desenvolveu e distribuiu este jogo de golfe para arcade em 1988. Pouco depois, veio uma conversão para NES/Famicom, lançada na América do Norte como Lee Trevino's Fighting Golf. Escolha um dos quatro personagens, cada um com pontos fortes diferentes, e dispute a liderança em até 18 buracos. A mira e a tacada usam uma mecânica digital de swing à moda antiga, baseada em três apertos de botão, enquanto o jogo escolhe os tacos por você. Talvez você se lembre de vê-lo nos fliperamas como Country Club: essa versão posterior foi adaptada para controles com trackball, mas não está incluída aqui.

Por que se importar? Talvez você se sinta na obrigação de rastrear as origens de Lee Carvallo's Putting Challenge. Também vai precisar de paciência para descobrir com quanta força bater em cada situação, já que o medidor nem sempre deixa claras — ou mostra com precisão — a causa e a consequência.

Dica útil: Este lançamento inclui ROMs japonesas e internacionais, em versões antigas e novas. As diferenças entre elas não estão documentadas na internet, e não tenho certeza se todas as versões incluídas aqui já foram disponibilizadas publicamente em dumps. Felizmente, o manual lista as mudanças: nomes e designs dos personagens, requisitos para pontuação bônus e o limite de tempo de cada tacada.

Console Archives

Ripple Island (Famicom)

• Plataformas: Nintendo Switch 2, PlayStation 5 no mundo todo

• Preço: $7.99 / €6.99 / £6.29

• Distribuidora: Hamster / Sunsoft

O que é? A alegre “aventura animada” da Sunsoft apareceu pela primeira vez no Famicom em 1988. Depois, chegou ao PlayStation em 2002 como parte da coletânea de dois jogos Sunsoft Memorial Vol.4 e também foi relançada nas Virtual Consoles japonesas e na compilação recente Sunsoft is Back! Retro Game Selection. Os heróis Kyle e Cal partem para salvar Ripple Island de um imperador maligno e resgatar a filha do rei. A interação combina seleção de comandos e apontar: escolha um ícone em uma fileira e, em seguida, mova o cursor sobre uma pessoa ou objeto na tela ou selecione comandos em um menu para interagir com o mundo. Como de costume, esta é a ROM japonesa original, sem tradução.

Por que se importar? É uma chance de experimentar um dos grandes clássicos japoneses da Sunsoft. A história, relativamente curta e linear, funciona surpreendentemente bem com os finais ramificados e a opacidade típica da época. Ainda assim, é mais difícil recomendar o jogo para quem ainda não comprou Sunsoft is Back!: a coletânea inclui este jogo e outros dois lançamentos da Sunsoft para Famicom, com novas localizações e recursos extras, e costuma custar bem menos do que esta edição.

Fato inútil: O jogo ganhou recentemente uma “sequência” inspirada em Overcooked. Quem diria.

EGG Console

Aggres (PC-8801)

• Plataforma: Nintendo Switch no mundo todo

• Preço: $6.49 / ¥770

• Distribuidora: D4 Enterprise / Riverhillsoft

O que é? A continuação da aventura de ficção científica Zodiac, da Riverhillsoft, lançada em 1985. Aggres foi originalmente desenvolvido e lançado em 1986 para a série de computadores PC-88. Situado cinco anos depois do primeiro jogo, acompanha o protagonista e seu robô ajudante sarcástico enquanto investigam uma nova pista na busca pelo pai desaparecido. A maior mudança na jogabilidade é a remoção do sistema original de entrada de texto. Em vez disso, os comandos são atribuídos às teclas numéricas, e os subcomandos contextuais são definidos por quatro atributos do personagem. É possível aprimorá-los encontrando itens necessários ou realizando ações específicas que os jogadores terão de descobrir ou deduzir por conta própria.

Por que se importar? Talvez você queira ver versões iniciais de sistemas e até de elementos visuais que os jogos de J.B.Harold logo desenvolveriam melhor. Ou talvez tenha jogado o primeiro e precise jogar este para encerrar a história — se é que dá para chamar assim.

Barreira de idioma? Sim, embora a inclusão de hiragana e a remoção do interpretador de texto talvez deixem o jogo um pouco mais acessível.

Qubyte Classics

Thunder Hoop Collection

• Plataformas: PlayStation 5, PlayStation 4, Nintendo Switch, Xbox e PC via Steam no mundo todo

• Preço: $9.99 ou equivalente

O que é? Esta coletânea emulada reúne o jogo de ação lateral Thunder Hoop (1992), da desenvolvedora espanhola de arcades Gaelco, e sua sequência de 1994, TH Strikes Back. Nenhum dos dois jogos havia chegado a plataformas domésticas. As opções habituais da Qubyte estão presentes: estados de salvamento, retrocesso e ajustes básicos de tela e controles.

Por que se importar? O empréstimo descarado de Dragon Ball talvez divirta você. E TH Strikes Back dá uma guinada ainda mais divertida em direção ao suposto conteúdo adulto e a um tom mais sombrio, como se fosse a imaginação de um adolescente que adora o Vegeta.

Dica útil: Talvez isso não faça tanta diferença para esses jogos, sobretudo porque o primeiro oferece pouco além de uma visita única aos próprios cenários. Ainda assim, a emulação da Qubyte melhorou nos últimos tempos, então comprar esta coletânea talvez não seja algo de que você vá se arrepender logo de cara.

Outros lançamentos

BioMenace Remastered

• Plataforma: Nintendo Switch no mundo todo

• Preço: $14.99 ou equivalente

• Distribuidora: Rigel Gameworks

O que é? Esta edição para Switch adapta a recente remasterização para PC de BioMenace, jogo de ação lateral para PC da Apogee lançado em 1993, originalmente distribuído como shareware e hoje propriedade de seu criador, Jim Norwood. A versão de Switch mantém a maior parte do conteúdo e dos recursos da remasterização para PC. Além de uma engine widescreen com alta taxa de quadros, placares online e salvamentos durante as fases, a remasterização traz vários ajustes de qualidade de vida e um rebalanceamento geral, além de um quarto episódio totalmente novo. O editor de fases parece ter ficado de fora, embora o jogo ainda permita acessar a biblioteca de fases criadas pela comunidade de PC.

Por que se importar? Mesmo na versão original de 1993, BioMenace parecia muito mais um jogo de ação de console do que a maioria de seus contemporâneos shareware. Acho que levar esta versão específica para o Switch vai conquistar jogadores que talvez tenham evitado o jogo por não gostarem do estilo de design mais irreverente dos jogos de ação menores para PC daquela época. Também pode trazer de volta quem experimentou o jogo na época, mas o descartou por ser punitivo sem necessidade. Desta vez, você vai conseguir terminá-lo, eu prometo.

Fato inútil: Talvez você conheça a Rigel Gameworks pelo RigelEngine, uma engine feita por fãs originalmente criada para recriar Duke Nukem II. Ela agora está sendo usada neste lançamento e em outros projetos comerciais, incluindo um relançamento licenciado de Duke Nukem II que ainda não chegou — e talvez nunca chegue — ao PC. A versão gratuita do RigelEngine continua disponível para encontrar e executar na internet.

Disney Epic Mickey: Rebrushed

• Plataforma: Nintendo Switch 2 no mundo todo

• Preço: $39.99 ou equivalente

• Distribuidora: THQ Nordic / Purple Lamp

O que é? Esta edição para Switch 2 traz a remasterização de 2024: uma aventura de plataforma 3D da Junction Point Studios e da Disney, ambientada entre personagens clássicos e esquecidos da Disney. O jogo original foi lançado para Nintendo Wii em 2010. A Purple Lamp, estúdio responsável pelos recentes remakes de plataforma de Spongebob Squarepants, desenvolveu esta versão, levou o jogo para a Unreal Engine e remodelou e refez as texturas de personagens e cenários em grande escala. Também reformulou os controles da mecânica central de tinta e solvente, os movimentos básicos do Mickey e a câmera, além de tornar mais rápido e fácil rejogar ou pular os trechos em 2D. A interface, o mapa, as legendas e outros elementos receberam vários ajustes de qualidade de vida, junto com uma galeria de artes conceituais com os devidos créditos. Em comparação com a edição original de Switch, a versão de Switch 2 acrescenta controles de mouse com Joy-Con e roda em resolução e taxa de quadros mais altas.

Por que se importar? Eu esperava que o remake permitisse que mais jogadores aproveitassem sua homenagem carinhosa aos personagens menos celebrados da Disney, além de sua premissa de design — “e se a Rareware tivesse feito um immersive sim?” — sem os problemas técnicos que afetavam o original. Essas expectativas não se concretizaram por completo. Ainda assim, atravessar metade dos objetos do cenário é uma melhoria de verdade.

Tem opção de upgrade? Não exatamente, mas o lançamento original para Switch receberá uma atualização gratuita que, na prática, vai transformá-lo na versão de Switch 2 quando jogado no Switch 2. Talvez você precise fuçar nos menus para ativar alguns aprimoramentos por conta própria, mas eles parecem estar disponíveis.

Kingdom Hearts [I~III] Collection

• Plataformas: PlayStation 5, Nintendo Switch 2 e Xbox no mundo todo

• Preço: $74.99 ou equivalente pela coletânea; $39.99 ou equivalente por cada lançamento

• Distribuidora: Square-Enix

O que são? São novos ports para a geração atual de Kingdom Hearts -HD 1.5+2.5 ReMIX-, Kingdom Hearts HD 2.8 Final Chapter Prologue e Kingdom Hearts III + Re Mind. Eles trazem remasterizações e remakes da geração anterior de quase todos os jogos da longeva série de melodramas de ação da Square com personagens da Disney. Os três lançamentos podem ser comprados separadamente ou juntos. Baseados na coletânea antes chamada Kingdom Hearts Integrum Masterpiece — que agora substituem —, esses ports são quase idênticos às versões existentes para PC. As principais melhorias são a resolução mais alta em relação às versões anteriores para consoles e, no Switch 2, ports de verdade no lugar das versões em nuvem quase injogáveis.

Quais jogos estão incluídos? Não há uma forma legível de listar tudo nesta coletânea, então deixo aqui a lista completa. Resumindo, ela inclui uma versão de quase todos os jogos, com exceção de alguns lançamentos mobile descontinuados. Os originais saíram para PlayStation 2, PlayStation Portable, Game Boy Advance (em forma de remake), Nintendo DS, Nintendo 3DS e PlayStation 4.

Por que se importar? Não sei. Não seeeei.

Tem opção de upgrade no Switch? Quem tem os lançamentos anteriores via nuvem pode conseguir 50% de desconto nas novas versões de Switch 2. Para complicar, a Square também acabou de lançar um port nativo de 1.5+2.5 para o Switch original. Ele não tem opção de upgrade nem desconto para a edição de Switch 2, mas, se você fizer o upgrade mais tarde, poderá transferir o save do Switch original para a versão de Switch 2 — não o contrário.

Rainbow Islands CS

• Plataforma: Nintendo Switch no mundo todo

• Preço: $29.99 ou equivalente

• Distribuidora: Taito / M2

O que é? Esta coletânea emulada reúne várias versões domésticas do sucesso de arcade da Taito Rainbow Islands, lançado em 1987 e ligado a Bubble Bobble apenas no nome. O pacote da M2 acrescenta configuração personalizada de botões, estados de salvamento, opções de exibição, menus de cheats e melhorias para cada jogo e ferramentas extras na tela — incluindo um indicador visual da posição das indispensáveis quedas de diamantes arco-íris. O lançamento digital chega ao mundo todo, e no Japão haverá um pacote físico para Switch com três jogos, junto de Parasol Stars e Spica Adventure, dois jogos de ação da Taito vagamente relacionados que ganharam relançamentos globais alguns anos atrás.

Quais versões estão incluídas? A coletânea traz as edições para Famicom e NES norte-americano, a versão de Sega Master System, o lançamento japonês de Rainbow Islands Extra para Sega Mega Drive e sua localização para Genesis, além do port para PC Engine CD. Acreditava-se que a versão de Genesis havia sido feita para um lançamento no Sega Channel, até que acabou sendo encontrada por meio do Genesis Mini 2. Vale notar também que o tema principal original do arcade, presente em algumas versões domésticas, mas não em todas, foi editado onde necessário para corresponder ao arranjo juridicamente distinto do lançamento relativamente recente de Arcade Archives. Essa versão, por sua vez, usava a edição da versão de NES. O tema original de encerramento do port para PC Engine também foi substituído por uma faixa nova do ex-compositor da Zuntata Norihiro Furukawa, também conhecido como Nakayama Raiden, já que a original era uma música pop licenciada.

Por que se importar? É difícil recomendar que você conheça Rainbow Islands por esta coletânea em vez de jogar a versão original de arcade. As conversões domésticas acrescentam pouco de novo ou transformador e, apesar de terem seus méritos, são experiências inferiores nos demais aspectos. Mas, se uma dessas versões desperta uma nostalgia especial em você — ou se quiser compará-las e resolver uma velha discussão entre fãs de consoles —, esta é uma opção tão boa quanto qualquer outra, desde que você consiga viver sem as conversões europeias.

Fato inútil: Quem tem ouvido apurado talvez perceba que a música editada nas versões de Rainbow Islands Extra para Mega Drive e Genesis não é idêntica. A edição de Genesis, datada de 1994 — quatro anos depois do lançamento para Mega Drive —, usa uma edição autêntica produzida pela Zuntata. A versão de Mega Drive tem uma edição feita de ouvido pela M2 por volta de 2022, durante o trabalho no Genesis Mini 2 e antes de a equipe receber uma versão de Genesis da qual talvez pudesse copiar os dados de áudio.

Fonte: Retronauts